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   segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Estojo escolar de madeira, algo que o mundo esqueceu.



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Quem estudou antes dos anos 1990 (pra baixo) com certeza usou um deste:

Mas esse tipo de estojo pelo visto virou lembrança, pois ninguém aparentemente mais fabrica. Hoje em dia é tudo de plástico ou aquelas bolsinhas de pano ou plástico. :-(

No Mercado Livre até acha alguma coisa parecida, mas feito em MDF 8x e a um preço pra lá de pornográfico. Feito em madeira de verdade não achei.

Minhas canetas e coleção de lapiseiras estavam todas guardadas em várias “latas” de batata Pringles. :confused:

Como eu já sei como se faz um estojo desses e não é difícil, pois já fiz vários pra guardar meus multímetros analógicos. Faltava mesmo era coragem (ou vontade) de fazer dois estojos. :-o*

Pra fazer um estojo desse não precisa de nada assim tão difícil, precisa de uma serra circular ou uma serra de bancada. Se tem somente a circular, uma gambiarra usável é prender ela numa morsa desse jeito:

Mas cuidado, muito cuidado com usar uma serra circular desse jeito! :-| A menor bobeira você pode se machucar seriamente. Mas dito isso, use com muita cautela. Não esqueça de usar protetor facial completo pois pra voar um cavaco no olho é “dois palitos”. :X:

Além da serra vai precisar de um esquadro, uma régua, um rolo de fita crepe, cola de madeira e alguns pedaço de madeira que podem ser reaproveitados.

A madeira que faz a lateral do estojo, o ideal é pinus, fácil de encontrar, fácil de trabalhar. As desse primeiro estojo são laterais de umas gavetas que achei de um móvel antigo que alguém desmontou e colocou na calçada pra ser levado embora pelo “cata-treco”. Desmontei as gavetas e aproveitei as laterais de pinos e o fundo que era de Eucatex.

Os cortes que são feito na madeira veja no exemplo abaixo.

O corte do friso pra correr a tampa e o encaixe do fundo é feito deixando a altura da serra com apenas metade da espessura total da madeira, no meu caso acima foi uns 4mm dos dentes, usei a guia paralela da serra pra gabaritar o corte. Devido a espessura do meu disco e a espessura do Eucatex precisei passar duas vezes, com uma diferença (reajuste da guia paralela) de cerca de 2mm.

E os cantos de 45 graus é preciso virar a base da serra para a posição de 45 graus.

Pra segurar tudo no lugar para colar e no esquadro, estique uma tira de fita crepe comprida o suficiente para prender as quatro peças, esticada, sem dobrar. Deixe uma ponta para poder fechar o quadro.

Encoste muito bem e alinhada os cortes de 45 graus. Aplique generosamente cola de madeira nas junções, espalhe nas duas facetas, se sobrar cola, limpe com um pano úmido depois de formar quadrado do estojo.

Enrole a fita com as peças presas a fita para formar o quadrado. Faça isso com as peças em pé na mesa, isso facilita enrolar e já deixa tudo nivelado.

Por causa dos cantos em 45 graus, tudo já fica no esquadro. Mas coloque uma tabua plana (pode ser a que vai usar para o fundo e tampa) sobre o quadrado e coloque um pequeno peso em cima pra manter o estojo plano. Use a fita para manter tudo fixo até a cola secar.

Esse é o segundo estojo, mais baixinho que o primeiro e usei umas madeiras mais finas. Essas eram as tábuas laterais de um caixote de mamão descartável como esse:

Claro que essa madeira precisa ser trabalhada, lixada, pois é bem grosseira, mas com um pouco de lixa fica muito bonita. Mesmo sendo uma madeira velha que ficou exposta ao tempo, depois de lixada, revela-se a sua beleza. Olhe o sarrafo que está na parte de cima, sem lixar e os que foram lixados.

O fundo fiz utilizado o Eucatex que saiu das gavetas descartadas. Ele é encaixado no degrau que fica no lado que é o fundo e colado. É bom colocar um peso em cima até a cola secar.

O resultado não pode ser melhor e mais do que gratificante. Esse é o estojo feito com as laterais das gavetas. Para as tampas também utilizei o Eucatex que eram o fundo das gavetas.

E esse é o feito com as ripas reaproveitadas do caixote de mamão. As divisórias fiz com um retalho de compensado fino que tinha aqui. Também foi colado no estojo. Não usei um prego se quer nesses estojos. 8-)

Só falta decidir se envernizo ou encero a madeira, estou fortemente inclinado a usar cera.

Ou seja com poucas ferramentas, com madeira que ira pro entulho, capricho sai uma coisa pra lá de bonita. (wub)



   domingo, 12 de julho de 2026

As vezes a gente dá sorte.



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Tenho a muitos anos um gravador de rolo Akai 4000DS-MK II que comprei na Rua dos Andradas na Santa Ifigênia, quando ainda tinha muitas lojas de som por aqueles lados, isso foi em  1994.

Apesar desse gravador estar em muito bom estado e aparência, mesmo quando comprei ele já apresentava um desgaste excessivo nas cabeças, coisa normal de gravador que tocou mmuuuuuuuuiiiiitttaaaaa fita. :-s

Pra falar a verdade, minha vontade era ter comprado um GX 4000D que tem cabeças de ferrite. Mas não encontrei na época nas lojas da Rua dos Andradas. Então voltei pra casa com o 4000DS-MKII mesmo.

Num belo dia daqueles de bobeira, procurei por “cabeçote de ferrite” no mercado livre e não achei nada. Não sei porque diabos me deu um estalo de procurar por “cabeçote akai”, e me apareceu um anuncio que o titulo era:

Conector Cabeçote Akai Portátil Fitas

Quem via o titulo do anuncio, devia achar que eram os cabos com os conectores, mas assim que entrei no no anuncio achei as fotos assim digamos, estranhas.

Não tenho fotos do anuncio salvo, e o anuncio já foi excluído pelo mercado livre. Mas uma das fotos era  algo assim:

Assim que olhei, os olhos arregalaram. Quem conhece e bate o olho já sabe que são cabeças de ferrite.

O vendedor, era um antiquário e logo não sabia direito o que tinha em mão e estava vendendo. o_O

O precinho? :money: Uma pechincha em se falando em cabeças de ferrite e ainda mais de gravador de rolo.

Claro que comprei imediatamente, sem fazer qualquer pergunta, pra não despertar atenção do vendedor e nem de algum zoião no mercado livre. Assim que chegou aqui, testei a continuidade das bobinas das cabeças e tudo ok. Um jogo de cabeças que provavelmente saiu de um GX 4000D que foi sucateado! :yahoo:

O curioso é que veio a mesa completa das cabeças, com cabos e tudo.

Colocando a cabeça de ferrite ao lado de uma cabeça original permaloy:

As cabeças de ferrite, não sei o motivo costumam ser menores que as cabeças permaloy. Porém o método de fixação é idêntico, por parafusos na lateral. Ainda nesta foto, aproveite e observe o desgaste considerável da cabeça de permaloy. O mais curioso que mesmo desgastada desse jeito o som ainda está perfeito, sem perdas de agudos.

Quando for trocar ou mexer na mesa das cabeças, observe que elas tem as marcações de P e R, sendo cabeça Play Back e Recorder.

E como já tinha que desmontar o gravador pra fazer a troca das cabeças, aproveitei e resolvi alguns problemas que já estavam incomodando no 4000DS MKII. Um deles era a polia de tração da fita que que estava totalmente endurecida. Até tentei fazer uma gambiarra com um pedaço de borracha de câmara de ar de bicicleta, mas não deu certo.

A borracha de câmara de ar não agüenta o atrito e acaba se desmanchando após algumas horas de uso.

Mas quem tem amigos não fica na mão, meu grande amigo Bilon, de São José do Rio Pardo disse que tinha lá uma polia dessa nova, zero, na embalagem, e estava macia ainda. E ele me arrumou a polia. Substitui e ficou perfeito. O problema é que a polia que enrijeceu fazia um barulho infernal ao reproduzir ou rebobinar a fita a fita a frente.

Problema da polia resolvido, o segundo passo foi um recaping completo.

Afinal esses capacitores ai já estão com pelo menos uns 50 anos. :-s  Meu jeito de fazer um recaping completo é marcar o topo de todos os capacitores com uma caneta e assim ir trocando um por um.

Ai pode-se ver que metade dos capacitores já foram trocados. Utilizei o que tinha de melhor aqui no estoque.

99,9% dos capacitores trocados por novos. E como tem capacitor nesse circuito!

Parte do lixo que sobrou, mas observou que eu disse 99.9%? O que é o 0,1%? O capacitor de trabalho do motor AC do gravador. Sim, esse gravador assim como outros da Akai usam motores AC.

Olhe só como esse bicho já está estufado. Já estava pela hora da morte. O pior que se ele entrar em curto, pode danificar o motor e ai o prejuízo é maior! A solução é um novo, mas onde tem? Simplesmente não tem. O jeito então é abrir a caneca e arrancar o miolo.

Com o miolo arrancado, limpa-se muito bem a caneca e coloca dentro dela capacitores modernos, e fecha a caneca pra parecer que é o original.

Foi preciso 4 capacitores para conseguir fazer o valor original exato. Uma vez montado e fechado, fica praticamente original. Porem tive que descartar a borracha de vedação original e refiz uma nova tampa com uma placa de fenolite.

Com o direito de fazer até os pinguinhos de tinta colorida nos rebites dos terminais pra marcar qual é o capacitor daquele pino. 8-) O valor do capacitor é 2uF + 0,5uF x 300Vac. O motivo do capacitor ser duplo? É que este gravador é o modelo 120/240V – 50/60Hz. Então quando em 50Hz, ele acrescenta mais 0,5uF em paralelo com os 2uF.

Depois disso resolvi um problema estranho desse gravador. Ele tinha um erro na ligação da chave de seleção de equalização 7 1/2 ou 3 3/4. Essa chave não causava o efeito esperado que é um corte de agudos quando utilizando a velocidade de 7 1/2 e sim causava um feito parecido com “mono” quando em 3 3/4.

Analisando o gravador e comparando com o esquema do manual de serviço, a chave estava realmente ligada errada! :censored:

A ligação da chave era essa e os rabiscos ai explicam como deveria ser pra ficar de acordo com o diagrama esquemático do manual.

É preciso fazer um corte na trilha na linha vermelha, o cabo blindado com o espaguete rosa deve ir para o ponto indicado pela linha verde. O fio com o espaguete laranja deve ser movido para o ponto onde estava o rosa e um fio de ligação deve ser feito nos pontos indicados pela linha azul.

A correção pronta fica da forma como está na foto acima. O fio vermelho é o que foi acrescentado. Dessa forma a chave seletora 7 1/2  e  3 3/4 funciona como tem que ser. :-P

Teste pra ver se está tudo o certo, se acende e não incendeia e pronto. A foto ai debaixo tá girada em 90 graus anti-horário pra que o gravador apareça na posição correta. :sarcastic:



   terça-feira, 16 de junho de 2026

Indo ao “shopping center” – 22



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Mais um da série: Do lixo ao luxo! 8-)

Recuperando ferramentas ditas como imprestáveis ou lixo e enferrujadas. :/

Achei este pequeno sargento em algum ferro-velho, estava em estado lastimável:

Fuso todo enferrujado, tinta toda desgastada e também faltando a arruela de apoio do fuso. Como se remove essa ferrugem na moleza? Com banho de imersão em vinagre! Sim com vinagre! :-o

Usei o vinagre mais barato que tinha no supermercado, esse ai era vinagre de álcool. Basta deixar as peças de molho por 1 ou 2 dias :time: que a ferrugem solta quase que magicamente, olhe bem no meio a ferrugem já soltando sozinha. Só pra exemplificar, o fuso estava nessa situação de ferrugem:

Depois de 2 dias de molho no vinagre a maior parte da ferrugem soltou-se sozinha conforme da pra ver na foto mais acima. O que não soltou sozinho uma escova de dentes resolveu o problema.

A arruela de encosto que faltava no fuso, achei uma arruela cônica de aço que era de algum parafuso auto-brocante, removi do parafuso, adaptei limando a parte frisada da borda da arruela e rebitei novamente no fuso. Uma demão caprichada de esmalte sintético vermelho e ficou novinho em folha. (wub)

Aproveitando o vinagre que sobrou da limpeza do sargento, resolvi dar um talento no meu kit de vazadores. Estavam desse jeito. Vazadores desse tipo parecem ser feito do material mais ordinário que existe, não tem tratamento nenhum.

E 2 dias depois de banho no vinagre :time: , limpeza com escova e uma nova oxidação negra feita a fogo com óleo queimado, ficou assim. :coffe:

Como diria o Pica-Pau: Melholou! .:lol:.

E esse disco de serra de 7 polegadas, dentes de metal duro, será que limpa? Mais um achando na sucata.

Uns 3 a 4 dias de molho no vinagre, alguma escovação, pintura e ficou assim:


Então, o povo pensa… enferrujou não tem jeito e joga fora. Ai quem sabem resolver o problema, salva e se esbalda e reaproveita. :coffe:



   sábado, 30 de maio de 2026

Roçadeira Toyama RT52L-B



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Isso é uma daquelas coisa, que depois que você usa pela primeira vez e se pergunta:

– Porque não comprei isso antes?

Então. Meio que de saco cheio de limpar o quintal da oficina e até o entorno das casinhas das repetidoras de radioamador, na mão, facão e enxada, tirei os escorpiões do bolso e comprei essa roçadeira.

Resultado, o que levava 2 dias pra limpar aqui na oficina, fiz com ela em 15 minutos. X-P

E o melhor de tudo, as costas agradecem. Pois fazer o serviço de forma manual, não tem costas que agüente. E tome Dorflex depois…

Peguei num preço muito bom, R$721,00 em 10 vezes sem juros. Esse valor foi com um belo cupom de desconto no Mercado Livre.

O que eu cheguei a pagar umas 4 vezes pra uma pessoa fazer a limpeza (na base da roçadeira mesmo), se somado quase que pagava o valor da roçadeira! :furious:

Como está no titulo é uma Toyama RT52L-B, a gasolina. Peguei dessa marca pelo motivo de ser uma já consolidada do mercado, ao invés de pegar qualquer coisa mais barata de marca barbante. 8-)



   quinta-feira, 12 de março de 2026

Rebite Pop.



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Estava guardando uns punhado de rebites pop que comprei e pensando numa coisa que já sei faz tempo.

As medidas! (*o)


Se você olhar na embalagem vai ver que as medidas estão em milímetros, nada mais normal pois aqui no Brasil usa-se o sistema métrico, certo? Mas já se perguntou porque as medidas são todas “quebradas”? Porque 2,4mm e não 2,5mm? Ou então porque 3,2mm e não 3mm? :confused:

Então saiba de uma coisa, pelo visto eles foram inventados por americanos e nada mais lógico que eles utilizaram o sistema imperial. Não acredita? Olhe abaixo.

Logicamente as medidas em milímetros foram levemente arredondas, pois caso contrario teria coisa ai com duas casas decimais. A pior parte fica pelo furo recomendado. Onde você vai encontrar uma broca de 3,3mm por exemplo? :o)

Procurando tabelas de rebites em sites americanos, vai ver que é tudo em polegadas. Veja só, até o comprimento é em polegadas! E aqui arredondou-se tudo para milímetros e dane-se que vai ficar uma folguinha. X-P

 

E claro, está tudo em polegadas. Inclusive o furo é um pouco pior, utiliza um sistema de medidas que é por… numero! Por exemplo o rebite de 1/8″ utiliza uma broca #30.

  • 3/32″ Rivet: Use a #41 drill bit (0.096 – 0.100″).
  • 1/8″ Rivet: Use a #30 drill bit (0.129 – 0.133″).
  • 5/32″ Rivet: Use a #20 drill bit (0.160 – 0.164″).
  • 3/16″ Rivet: Use a #11 drill bit (0.192 – 0.196″)

Até encontrei esse pequeno gabarito para medir rebites pop. Só não achei ainda no AliExpress.

 



   quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Separando e classificando 14kg de componentes (e lixo também)



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Em Outubro de 2024 o grande amigo Rodrigo (pakéquis) comprou uma caixa com 16kg de componentes, peças, etc no ferro-velho. Ele separou um tanto de coisas por uns 3 meses e cansou. E numa visita a Santa Rita do Sapucaí (Fevereiro de 2025), ele me deu o “restante” uns 14kg. :-o

Então resolvi aplicar meu método de separação nesses 14kg e desmembrar tudo o que tem nessa caixa. Contando o tempo corrido, devo ter gasto uns 20 dias pra separar tudo. Claro que foi feito em doses homeopáticas de 1/2 a até 2 dias.

Meu método se separação para grandes quantidades de coisas misturadas é assim: Coloco todo o material num recipientes (A), retiro pequenas amostras, geralmente o que cabe na palma da mão, tiro o que interessa e passo o “rejeito” para um segundo recipiente (B). O material que foi separado vai pra um recipiente C. Repito esse processo até todo material de A estar em B.

Em C acaba por ficar um a cinco tipos de material que num segundo passo é feita a separação completa.

A vantagem de pegar pequena quantidade pra separar, é que dá menos fadiga visual, pois são poucos itens pra olhar e prestar atenção. 8-)

Na segunda separação completa como geralmente pego itens muito diferente um do outro, exemplo transistor e conector. Se torna bem rápido de separar, coisa de minutos.

A primeira coisa que retirei por completo da caixa, foram os parafusos. Eles apareceram aqui nesta postagem sobre parafusos: Indo ao Shopping Center – 20

São os últimos parafusos da postagem. Os parafusos foram separados inicialmente retirando tudo que tinha a ver com parafuso. Então foi porcas, espaçadores, arruela, etc. E a segunda separação é classificando todo o material individualmente.

Saiu muita, mas MUITA coisa dessa caixa. Senta que o post é longo e tem muuuuuuitas fotos. A ordem das fotos é mais ou menos a que separei. Eu também não iria registrar a separação dos 14kg, mas achei interessante dado aleatoriedade e grande quantidade de material.

1) Parafusos

Não cheguei a pesar, mas chuto por volta de uns 2kg de parafusos e relacionados.

2) Conectores Molex KK

Deu pra encher o gaveteiro! Saíram muitos de 3, 4 e 5 pinos, tanto o macho quanto o fêmea.

3) Soquetes PLCC de 32 pinos e SOJ de 40 pinos.

Deu pra encher a repartição da gaveta também.

4) Fusíveis de 4A com terminal

Curiosamente só tinha esse tipo e dessa corrente, 4A.

5) Transistores.

Saiu uma pequena, mas não desprezível quantidade de FET MPF102 :$: , transistores BF199 :money: e uma quantidade enorme de BC547. :mrgreen:

6) Soquetes DIP estampado.

 

De 14 pinos, tem aproximadamente 100 soquetes.

7) Soquetes pino torneado

Não veio um quantidade absurda, e curiosamente não tinha de 8, 18 e 40 pinos. :crazy:

8) Eprom

Creio que tinha mais, o Rodrigo de ter pego um pouco pra ele. Mas também sem problemas, tenho uma caixa cheia delas. Os 3 CIs PLCC a esquerda, são algo relacionado a modem ADL e o outro monte de PLCC são EPROM OTP, 27C1024. Essas 27C1024 já estão gravadas, então é lixo.

9) FET, Reguladores e sei lá…

Pelo que olhei a maioria é IRFL24N, mas sei que tem uns diodos duplo, regulador e mais algumas coisas.

Estão praticamente todos sujos de fluxo/resina de solda e fica impossível de ver o que está anotado, ainda mais com essa droga de gravação a laser. :furious:

Foi necessário lavar tudo com álcool para dissolver o fluxo/resina de solda.

Ai tem praticamente um licor de breu! :sarcastic: Essa foto dos transistores me  lembrou essa imagem de uma revista saber eletrônica:

Saco grande, IRLZ24N, saco do meio IRLZ34N, saco da direita diodo fast duplo.

No organizador, gatos pingados perdidos no meio, regulador de tensão, transistor bipolar, SCR e Triac.

10) Conector JST ZH 1.5

Muitos, mas muitos mesmo.

11) Baterias CR2032.

Uma pena… :-/  todas com zero volts, provavelmente ficaram com os terminais em curto por causa dos terminais dos componentes. Lixo.

12) Barrinha de pino dourado e conector modul 10 pinos (5×2)

Tem barrinha de tudo que é jeito ai, e também a difícil e cara barrinha de passo de 2mm e uns conectores tipo IDC de passo de 2mm duas linhas. E um saco cheio de conector modul 5×2.

Esses modul 5×2 tem terminais com fios cortados rente, deve ter sido algum equipamento que teve retrabalho no chicote e cortaram todos os conectores. Dá pra reaproveitar o conector, só retirar os terminais usados. :D

13) Conectores DB9, DB25 e Centronics

Saiu um pouco, mas sei que tinha muitos, ainda bem que o Rodrigo pegou a maioria pra um projeto de uma placa de prototipo com vários conectores. Pois se viesse um monte, não sei o que eu faria com isso. Os DB9 até tem uso aqui, mas o resto, difícil.

14) Conectores mini-din duplo, jack p3 triplo e conector NEMA

Mais conectores usados em placa de PC…

 

15) Diodo zener e diodo retificador

Uma quantidade absurda de zener 4V7 x 0,5W :wacko: , os dois primeiros saquinhos, o terceiro 1N4007 e o ultimo 1N5408.

16) Fio cabinho, rabichos

O primeiro saco são uns rabichos com uma chave tact na ponta e fita de dupla-face, o quarto saquinho é um tipo de presilha plástica que fixa com dois parafusos. E o ultimo são alojamentos pra conector faston.

O resto é fio com algum tipo de conector, o saquinho somente com fios, são pedaços cortados em pré-forma, que era usado pra fazer jumper ou cabinhos.

17) Espaguete termo retrátil, flat colorido, borracha de teclado e anilhas numeradas

Os flat e espaguete, também tudo em pré-forma. Essas borrachas de teclado, são pra 4 contatos e as anilhas tem uns 3 tamanhos diferentes.

18) Microcontrolador PIC12F629

Saiu uma régua e meia! o_O Contados, 84 micros bom. Pois saíram no total 89 mas 5 deles não prestaram. Eles estavam todos gravados e sujos de fluxo de solda, deve ter sido alguma placa que precisou de upgrade de firmaware e trocaram os pics todos por ser mais fácil. Testei todos no gravador de PIC.

Esses PIC viram um produtinho que eu fabrico e vendo. Placa de bip para PX!

19) Barrinha de pino torneado e barrinha soquete torneado

Uma boa quantidade, que até encheu a repartição da gavetinha.

20) Rede resistiva SIP

Saiu um pouco, mas basicamente de dois valores, 1K2 e 4K7, já estão tudo misturadas com o que já tinha ai na gaveta.

21) Capacitores

Tinha bastante capacitor. Principalmente eletrolítico, pois de inicio eu separei os pretos (epcos) classifiquei e coloquei no gaveteiro, esses não tem mais como fotografar.

Sobrou só os cerâmicos, poliéster, tântalo e os eletrolíticos coloridos.

22) Sensor PIR e Sensor ótico

Só de sensor PIR ai tem por volta de 1,5kg!!! E esses sensores óticos também veio um monte.

Pra quem não sabe, sensor PIR é usando naqueles sensores de alarme que detecta movimento.

O que fazer com esse tanto de sensor PIR?

23) Conectores PCMC3 e Mini-fit e alguns pinos diversos

O PCMC3 também é chamado de KK de 3.96mm e o Mini-fit é usado em placas de PC.

24) Bobinas, Indutores

Bobinas e indutores de diversos tipos, desde SMD até algumas do tipo toroidal. Veio também alguns transformadores de fonte chaveada. Aquele treco amarelo na parte direita inferior, é uma bateria de 3,6V NiCD.

25) Resistores de fio, jumper com aba e chaves

Todos esses resistores são iguais, do mesmo valor, 0,1R x 5W, o jumper é aquele com aba e as poucas chaves que vieram são de teclado, essa chave foi o motivo que levou o Rodrigo a comprar a caixa, que ele utilizou pra montar um teclado. E uma solitária chave H-H 110/220V

26) Resistores

São muitos, ainda vai um tempo pra separar tudo, pois tem que separar primeiro por tipo, metal filme e carbono. Depois entre cada tipos, separar por potencia. Metal filme, 1W, 2W e 5W e carbono CR20, CR25 e CR50.

E por fim separar por valor. Eu costumo separar inicialmente pela cor da faixa multiplicadora (3ª faixa), pra depois separar cada valor. Dessa forma é mais fácil porque você acaba apenas com 12 valores pra separar ao invés da grade toda. A série E12 tem 97 valores se contar de 0,1R a 10M. Imagine separar os possíveis 97 valores de uma vez só.

Os resistores talvez saia um post especifico detalhando esse método de separação.

27) Componentes SMD

De tudo um pouco. Tem micro-controlador, serie TTL 74, amplificadores operacional, regulador de tensão, ci’s pwm de fonte, cis especificos como um LS124o que é um CI de campainha de telefone. Ah.. o intruso amarelo ai no fim são varistores.

28) HIN232

Uma grande quantidade de HIN232, que é um clone do famoso MAX232. O problema é que esse CI meio que está em desuso, pois quem ainda usa porta serial? Acho que vou tentar vender isso no mercado livre, vai que algum doido compra.

29) CI’s diversos e aleatórios.

Diversos CI’s muito específicos. Tudo com os terminais amarrotados, mas é possível desentortar.

Um exemplo, essas duas FPGA  CPLD, a primeira dá uma ideia de como estão os pinos dos CIs SMD, a segunda é a que passou pela “funilaria”.

Como da pra ver, é possível desentortar, mas só vale a pena pra CI’s úteis e caros, como essas FPGA CPLD.

30) Coisas diversas e aleatórias

O que sobrou sem uma classificação especifica, ai tem umas chapinhas que a empresa devia usar como alguma presilha pra algum gabarito de montagem, um pacote de uma presilha de aço que suspeito ser de núcleo de ferrite, uns pinos com rosca que não tenho idéia do que servia, alguns blocos de acrilico e plástico bem grosso.

Suporte “torpedinho” pra placa de circuito impresso, separadores, borrachas de régua de componentes, arruela de fibra, uma antena de wi-fi e uma garra jacaré.

Isso foi realmente a “rapa do tacho”. O que restou de identificável e possivelmente reaproveitável de alguma forma.

31) Plaquinhas

Várias plaquinhas, umas vou retirar peças, outras vão pro lixo e uma delas quero investigar pra que servia.

E o que restou é somente o lixo, coisas inúteis, papeis, plásticos, terminais aparados de componentes, etc.

Esse foi o resultado da separação e classificação dos 14kg. Concluída é ver o que vai pro gaveteiro e o que vai pro estoque.

Comecei a separação em junho e terminei em novembro. Mas como disse no inicio do post se for juntada as horas que usei em cada dia que mexi na caixa, não deve ter passado de uns 20 dias.



   terça-feira, 18 de novembro de 2025

A ciência de foguete, por trás de um simples… maçarico!



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Se alguém achar que um simples maçarico é coisa simples, eu também pensava assim. Mas o trem é tão foda, que mais parece ciência de foguete! o_O

Tenho esse maçarico caneta a muito tempo, estava esquecido dentro de uma caixa de ferramentas e quem me lembrou dele foi de novo, meu grande amigo Fernando…

Se não me falha a memória ele foi comprado na década de 1990 naquelas barraquinhas de camelô que infestavam o viaduto Santa Ifigênia. Alias comprei muita coisa ali. Esse maçarico, uma serra circular Bosch, um Walkam Aiwa TX676, um jogo de chaves combinada e mais algumas coisas que nem me lembro mais.

Esse maçarico estava parado por dois motivos, vazamentos diversos e que eu tenho um outro similar com comprei no “finado” Deal Extreme. Finado porque agora só tem quinquilharia por lá, essas coisas de ferramentas ficou uma merda :shit: por lá.

Mas voltado ao maçarico caneta. Ele tinha um vazamento complicado na junção da tampa onde tem a válvula de recarga, que fica no fundo dele e um vazamento perigoso no registro do gás, que é a parte de latão recartilhada, basta girar pra abrir o gás.

O vazamento da tampa resolvi de uma forma digamos, genial. Desmontei o registro e apliquei um fio de uma cola bem líquida em cima da junção e fiz vácuo, puxando a cola de fora pra dentro na trinca. Essa  parte foi resolvida com maestria.

Restava o vazamento do registro, o grande problema é o anel oring que faz a vedação, o anel original dele ressecou faz tempo e eu substitui por um novo, que é um pouco mais fino que o original. Ai que residiu o principal problema de vazamento. Mas isso resolvi dando uma dez voltas de fita veda rosca, que é finíssima e de teflon na sede do anel oring, ai ele entrou com bastante pressão e parou o vazamento.

Porém ele tem um segundo anel menor ainda que é o que veda o registro (o equivalente da borrachinha de uma torneira). Resolvi tentar fazer uma pequena arruela de calço, em PET para aumentar a pressão da borracha. Esse foi o problema. Deve ter ficado alguma pequena rebarba ou farelo de PET que foi empurrado pra dentro do queimador e entupiu o finíssimo giclê do queimador. :censored:

Desentupir esse giclê foi o grande problema. Não sabia que ele era feito de… plástico! E quando tentei desentupir, arrombei ele! :shit:

Fazer um novo giclê foi o grande desafio, tem que ter um finíssimo (e bota fino nisso) furo e muito alinhado e centralizado na boca do queimador.

Um desenho simplificado do queimador é esse abaixo. A parte na cor mostarda seria o giclê e o pixel verde no centro dele é o finíssimo furo do giclê. A parte azul escuro é o queimador (bastante simplificado), a parte vermelha no centro é o canal do queimador. O risco cinza no centro é a fina coluna de gás que tem que sair sob pressão, bem alinhada com o canal e fina o bastante pra passar sem muito atrito nas bordas do canal. Esse arrasto da coluna de gás, arrasta o ar pelas entradas demonstradas pelas setas azul claro e mistura esse ar dentro do canal do queimador. O resultado da queima é a clássica chama azul de alta temperatura.

Se o furo do giclê for muito grande, o gás bate nas paredes do canal e até no funil que tem no fundo do queimador e provoca turbulências e não arrasta o ar através das entradas, ou seja vira uma bagunça. O resultado e chama amarela e que solta fuligem.

O novo giclê fiz com uma pequena arruela cortada de uma lata de alumínio com um vazador. Fazer o furo foi o desafio. A broca mais fina que tenho aqui, de 0,2mm é GROSSA! :-z

Precisei afiar uma agulha de costura até a ponta dela ter apenas “algumas moléculas” de aço. Depois de umas 20 tentativas de fazer esse furo, a única que deu certo foi apoiar a chapa de alumínio em cima de uma placa de ferro e pressionar a agulha até ela fazer apenas a marca do furo e encostar aponta na chapa de metal. Só assim saiu um furo fino o suficiente.

Olha as diversas tentativas, o tanto de furo que ficou na lata e ao lado da agulha tem duas das diversas tentativas.

O segundo desafio é deixar esse furo alinhado, no prumo, e muito bem centralizado com o queimador. Se ele fica torto ou fora de centro, o queimador não funciona.

Depois de muita briga, o resultado é esse, uma fina chama com uma queima excelente.



   sábado, 15 de novembro de 2025

Dremel 300, minha guerreira!



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Tenho minha Dremel desde 2010  quando me dei ela e presente. :-P

Usei ela tanto, mas tanto que a carcaça dela estava meio detonadinha, já tinha perdido o emborrachamento e cheia de riscos.

Pra guardar os acessório dela, eu usava uma caixa de ferramentas de plástico bem tranqueira, e ficava tudo jogado dentro dessa caixa, tudo solto e amontoado. Sempre quis ter uma caixa para guardar ela e os acessórios, que fosse original da dremel. Um amigo que comprou uma mais ou menos na mesma época da minha (Fernando)  e a dele veio com uma maleta original Dremel.

Curiosamente a maleta é fabricada nos Estados Unidos.

Mas cadê que acha uma igual ou similar pra comprar? Nem em sonho. 8( O curioso que nos EUA tem umas maletas originais muito bacanas, uma mais bonita que a outra, mas aqui no Brasil, não tem.

Esse ano, aproveitando as promoções de dia dos pais, sem querer tropecei num anuncio de uma bolsa de nylon da Dremel.

Comprei usando um cupomzinho maroto do mercado livre e saiu muito barata

Comprei sem muito me atentar aos detalhes, e pensei que iria ser alguma bolsa de fabricação chinesa e que algum gaiato simplesmente bordou o logo da Dremel em cima e pronto.

Quando chegou e olhei a etiqueta, fiquei pra lá de surpreso. É um produto original, oficial da Dremel. :tooth:

Por dentro é bem legal, tem algumas tiras elásticas pra prender alguns acessórios maiores. Como ela não é necessariamente da Dremel 300 (é para uma Dremel a bateria), teve alguns improvisos. Mas dá pra acomodar tudo nela sem muito problema.

Com jeito, coube praticamente, toda miudeza e acessórios pequenos que tenho. Só não está ai por ser grande, um acessório que transforma ela numa mini tupia de mesa e o engate flexível.

A maior cagada foi em Agosto (2025), futricando no mercado livre, achei na sorte um vendedor com uma carcaça original, nova, novinha em folha da Dremel 300 por módicos R$67.00. Comprei sem pensar e deixei minha Dremel praticamente nova. Só não teve como trocar as etiquetas, tive que reaproveitar as antigas.

Removi usando um secador de cabelos pra amolecer a cola e colei na carcaça nova. Quem sabe um dia eu refaça as etiquetas? 8-) Foi literalmente um banho de loja, o cabo de força, ainda o original já estava começando a rachar a capa, a borracha de saída do fio já estava toda rachada e esfarelando.

Também troquei o jogo de escovas, que ainda estavam as originais, mas já estavam beeeem gastas. o_O

 

Tinha aqui um jogo de escovas originais que já tinha comprado fazia tempo.

O cabo de força saiu de uma sucata, junto com a borracha, era de uma sucata que um amigo ia jogar fora, uma ferramenta que estragou o pinhão do induzido (moeu os dentes) e não existe o induzido pra reposição.

Um bônus. Não me lembro quando, mas quebrou as travas do botão que trava o eixo para soltar o mandril (ou pinça). Inclusive a tentativa de compra desse botão rendeu uma epopéia. Na loja autorizada Dremel, foi tentado pedir por 3 vezes essa peça, usando o código de catalogo, numero da peça, numero da maquina e vinha um botão nada a ver, no formato triangular. No fim desisti (e o dono da loja também) e dei um jeitinho. Duas tiras de chapa de alumínio, dobra as pontas por dentro da carcaça pra travar e pronto. Nunca mais dá problema. :D

No final achei muito bacana a bolsa de nylon e desisti da idéia de uma maleta rígida igual a que veio com a Dremel do meu amigo.

Coisas que preciso comprar e deixar de reserva. Um novo jogo de escovas original, e um jogo das tampinhas do porta-escovas. :coffe:

 



   quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Indo ao “shopping center” – 21



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Em quase todas visitas aos “shopping center” sempre acabo encontrando alguma chave liga/desliga de boa qualidade. Quando acho, trago embora.

Deu pra fazer essa “pequena” coleção com várias visitas.

Tem uma “pequena fortuna” em chaves ai, e tudo de marca de excelência. MarGirius, C&K, Pial, Joto, Under Labs. Vai comprar uma chave de alavanca da MarGirius pra ver o preço!

E pensar que todas essas chaves ai de cima seriam moída junto com sucata de ferro.

Além disso não sou de jogar fora chaves BOAS que deram algum problema simples, como terminal ou carcaça quebrada.

Esse pacote ai com 4 chaves, duas eram carcaça quebrada (as duas C&K vermelhas) e fiz remendos, a azul é uma Baroni e estava com a rosca desencaixada da carcaça, soldei de volta no lugar e a verde estava travada (secou a graxa interna).

Pode chamar de miserável, mão de vaca, mas no preço que estão as chaves boas, eu recupero sim, pra usar nos meus brinquedos. As baratinhas “azul calcinha” que tem por ai, são uma :shit:

E um tempo atrás, não lembro o que estava procurando e topei com um anuncio de uma pessoa vendendo um pacote de chaves a preço de :banana: . Todas essas chaves custaram apenas R$48,00.

Só uma dessas MarGirius 17301 que está a esquerda custa hoje na data deste post a bagatela de R$45,00 o_O

Bobo é quem não aproveita essas oportunidades! :D



   terça-feira, 2 de setembro de 2025

Caixa pra um jogo de limas agulha.



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Quem gosta de fazer coisas D.I.Y. em geral tem um monte de ferramentas, certo? A alguns anos ganhei de presente de natal do meu grande amigo Wagner Lipnharski um pacotinho de ferramentas que ele comprou nos EUA na Harbor Freight Tools.

Dentre eles veio um jogo de limas agulha.

Elas vieram com um cabinho plástico miudinho e safado, bem desconfortável de usar. Então resolvi trocar os cabinhos plásticos por cabos de madeira que eu mesmo faço.

Mas ai precisava de alguma coisa pra guardar devidamente esse jogo de limas.

Pensei em fazer eu mesmo um estojo de madeira, até juntei umas tábuas aqui pra fazer a caixinha, mas um belo dia, num bazar online apareceu essa caixinha num preço irresistível.

Como explicado na foto do anuncio estava sem a tampa. Mas comprei mesmo assim pra ajudar Edmara, do Bazar Cão Paixão.

A caixa estava com as juntas e o fundo meio solto. Então resolvi remover as divisórias originas e colar tudo pra ficar mais firme.

A caixa tinha esses desenho de flores e uns detalhes coloridos, não tem nada a ver com ferramentas e limas. Tinha feito essa tampa de eucatex liso, mas estava muito manchada, resolvi não usar no final.

Testando pra ver se cabe certinho na caixa e como faria a disposição das limas.

Pra prender as limas cortei dois novos sarrafos da madeira que havia juntado pra fazer a caixa e em uma delas fiz uma tipo de pente e a outra furos pra encaixar a ponta das limas.

Dessa forma, com a caixa tampada as limas não desencaixam e se misturam. Pra retira a lima, basta levantar o cabo e puxar pra retirar.

Resolvi lixar a caixa toda, pra remover o desenho de flores, três demão de óleo de linhaça e forrei o fundo da caixa com EVA preto, pois quando montei a caixa, inverti o eucatex do fundo, deixando o lado liso pra fora.

Do lado que ficaram os cabos também colei uma tira de EVA para que os cabos apoiem e não faça barulho quando se manipula a caixa.

Se observar na foto acima, tinha feito uma tapa de eucatex normal, mas como ele estava muito manchado, e mesmo aplicando óleo de linhaça não resolveu, então encontrei um pedaço de eucatex que imita madeira, e ficou beeeem melhor.

Infelizmente de alguns anos pra cá a Harbor Freight Tools não abre mais o site se o IP não for dos EUA, de forma que você tem que usar um proxi se quiser dar uma espiada por lá.



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E altamente gambiarrado por mim mesmo :)
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